
Uma invulgar perspectiva do Centro Histórico, e tendo como pano de fundo a Serra do Brunheiro, imagem captada já no final do Verão de 2008, portanto, uma imagem de arquivo. Felizmente, são várias as cidades no nosso País que têm privilégio de possuir o um centro histórico, e Chaves é uma delas, pena é que ainda haja bastantes edifícios degradados. Mas voltando à foto propriamente dita, repare-se na diversidade de belos pormenores como: chaminés, claraboias, águas furtadas(mirante), varandas de ferro, as centenárias árvores do Jardim Público e o Brunheiro.





A maioría de nós, quando fala do passado, tem tendência a esquecer/ocultar o que era pior, e apenas lembrar o que era melhor, eu pessoalmente, do passado, tenho muitas saudades, por exemplo, da qualidade do meio ambiente, que era, sem a menor dúvida muito melhor.
O anterior parágrafo era uma espécie de introdução do tema que hoje estou aqui a falar-vos, a Canelha das Longras, um pequeno espaço onde há décadas atrás viviam imensas famílias em condições que hoje nem certos animais vivem, isto sem qualquer exagero, e que felizmente foi desaparecendo a partir da emigração maciça na década de 1960, nos dias de hoje, este local não passa de uma espécie de restos mortais que ficaram a decorar as margens do Tâmega depois de reaqualificadas.
* Estas imagens foram captadas em Outubro de 2008.

Ainda que de uma forma lenta, começa-se ver cada vez mais restauros em edifícios no Centro Histórico, este por exemplo, na Rua General Sousa Machado ( Correio Velho), estava há já algumas décadas num estado de ruína quase total.









Já desde de 1971, ou seja, há quase 40 anos que não via a Feira dos Santos, só que o meu "regresso" ficou marcado por um imprevisto que me entristeceu bastante, a minha câmara fotográfica, minha companheira de longas jornadas, resolveu avariar em plena Aquae Flavie, por isso, tive que me deslocar a superfície comercial para comprar uma "minorca" máquina para me "desenrrascar", daí a qualidade das fotos não ser a desejável, foi o registo possível.
Reparem na "receita" barrosã para a disfunção erétil, esperemos que não se trate de publicidade enganosa.






O Rio Tâmega, apesar de enfermo, ainda nos proporciona belas imagens como estas que foram captadas ainda de madrugada e num silêncio quase total ou absoluto, porque se estas mesmas fotos fossem capatadas há duas (2) ou três (3) décadas atrás, o silêncio sería interrompido pelo coaxar das rãs, só que os coitados dos batráquios há muito que desapareceram daqui, tantas foram as tareias que levaram, sendo a última delas devido ás espécies aqui introduzidas para a pesca desportiva.

O Aquartelamento Militar em Chaves já teve várias designações, desde Regimento de Infantaría º9, a Batalhão de Caçadores 10 a Regimento de Infantaría 19, a atual designação. Este edifício foi inaugurado em 1959, depois de vários séculos instalados na Torre de Menagem ( Castelo) e no atual Museu da Região Flaviense. Uns anos após a Revolução de 25 de Abril de 1974 foram encerradas algumas unidades militares um pouco por todo o Interior do País, o que não foi o caso do Regimento de Infantaría 19.

Toponímia flaviense é uma das muitas riquezas de que Chaves e os flavienses bem se podem orgulhar, é caso para dizer que quase nem é preciso recorrer a nomes de "forasteiros" para se batizar uma artéria, tal é a diversidade de figuras, acontecimentos, locais..., são pelo menos, dois mil (2000) anos de história. Este topónimo traz à lembrança uma Festa que está em declínio, e esta rua situa-se próxima do Forte de S. Neutel.


Hoje é dia de eleições, e eu Humberto Serra, já exerci o meu dever cívico no meu local de residência, Rio de Mouro, Sintra. Como este blogue é dedicado a Chaves, resolvi no dia de hoje publicar estas duas (2) fotos, e ao que tudo indica, a "Tribo Laranja" vai continuar à frente dos destinos da Câmara e da Freguesia mais populosa do Concelho de Chaves, a de Santa Maria Maior.

Neste "cantinho" do Jardim Publico é que se organizavam-se as famosas verbenas nas tardes/noites de Verão, e foram vários os grupos de pop-rock flavienses que aqui atuaram; Tigres, Imperador 4, Dundies, os Dolmens, Leaders, New Leaders, Glooks, Aqua Flavia....., isto para não falar de muitos outros artistas nacionais que pisaram o improvisado palco de madeira mesmo ao lado dos WC's. A luxuriante vegetação que havia no jardim mais o "cheirinho" a rio, criavam uma atmosfera muito agradável, nos dias de hoje...lamento, não gosto de ser do contra nem "bota-abaixista", mas sería praticamente impossível, porque a luxuriante vegetação deu lugar à aridez, e o Tâmega está mórbido.

Construido transportar água até à Veiga através deste canal, cedo os flavienses viram nele uma praia fluvial, e assim foi durante 3/4 décadas a fazer as delícias de muita gente como local de lazer. A partir da década de 1980 começa o declínio deste local, atualmente, está completamente dotado ao abandono/degradação, o projeto EUROCIDADE Chaves-Verin devería intervir em locais como este, já não digo para recuperar o Açude, mas sim o próprio Rio Tâmega.
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